sábado, 30 de maio de 2009

Sem efeito colateral

Tinha cá pra mim que agora era verdade.
Verdade verdadeira de verdade doída.
Pregada como tatuagem nos meus braços.
No espelho me via te beijando.
Desnudando toda a sua alma e acertando em cheio o seu ponto fraco.
Numa bela canção do Caetano eu te envolvia em meu próprio nome.
No escuro eu chorava. Para nem eu, nem Deus ouvir.
O que seria da sua beleza se meus olhos se fechassem?
Tente me encontrar em você, vai ser fácil.
Nasceu hoje o sol quadrado
e o calor dele não me esquentou.
Juntei todos os meus sonhos.
E vendi na esquina onde me encontrei pedindo carona para a vida.
A piedade do seu mau humor me sorri.
Como em uma moeda de um real no prato de um mendigo sentado vendo a vida passar.
Junto das gargalhadas presas nas caras das pessoas com a alma bem pequena.
Me convidam a entrar nesse labirinto por entre os seus sorrisos.
Quero ir no infinito buscar a sua alegria e trazer em quadrados de bola a cena que mais te agrada.
Você é o meu balão.
E.....
E desejava, desejava, desejava até me escafeder em você.

Auíri Tiago

terça-feira, 19 de maio de 2009

Protótipo amordélico de mensagem digital

Na estrada vou passando.
Casa por casa, amor por amor.
E vou vendo meu coração da janela.
Na velocidade do ônibus os amores entram e saem da minha vida.
É mais um dia, é mais uma viagem.
Cada aeroporto é um novo romance.
Confundindo os nomes como as cores das casas, que rápidas passam pelos meus olhos.
Não estamos acostumados com a poesia.
O nosso dia a dia é feito de prosa por computador.
Aquele servidor que está sempre ocupado é o do amor.
E o meu email não fala de você.
Faço uma impressão digital e o que consigo visualizar é minha consciência que está fora do ar.
Na pragmática da tecnologia eu não sei amar.
São tantas desculpas que me escondo em uma tela cibernética.
Digo um oi, e logo estou saindo.
Digo um bom dia e saio do convencional.
A minha imagem refletida é a única coisa real nesse mundo virtual.
Uma crise para se alastrar e mais dinheiros para se comprar.
Tudo é virtual.
Mais pessoas para matar e um dólar para eu ganhar.
Sigo meu caminho dentro do meu infinito que me remete as minhas limitações.
Não quero mais que um olhar.
Não quero mais que uma paz.
DESCULPE ERRO DE PROGRAMA!!!!!
Minha bateria vai ficando fraca.
A energia. O mundo consumio.
Vou cair no piloto automático.
E deixar o vento me levar.
Ser mais um nessa inércia coletiva.
E enfiar guela abaixo os enlatados que me vendem na farmácia.
E as drogas? Compro somente na drogaria.

Boa noite, bem vindo a realidade.


Auíri Tiago

terça-feira, 7 de abril de 2009

O amor em cubos de açúcar

Amo porque te amo, e isso é o bastante.
Quero ter a sorte de ter você e todo o seu corpo
me lambuzando de amor.
Dizer poesias em segredos de liquidificador.
E dormir na certeza de acordar com seus olhos juntos aos meus.
No sabor de um amor tranquilo, vou saciar minha sede na sua saliva.
Vou te mastigar até você consumir pedaços do meu todo.
Te acertar em cheio como amor a primeira vista.
Ser um artista em meio ao nosso espetáculo.
E desfilar em cenas com você no meio da avenida.
No embalo das batidas do meu coração.
Eu deixo a melodia brilhar quando eu canto.
Eu canto para você dormir eu declamo para você me ouvir.


Auíri Tiago

sexta-feira, 20 de março de 2009

Tem alguém ai?

Não quero plantar verdades.
Minha consciência é fruto da minha imaginação.

O que estamos fazendo aqui???
(Eis a pergunta que não quer calar!)

A vida não tem nada de reto, tudo é torto, e a única coisa que quero é ser FELIZ nessa inércia coletiva.



Aproveite a vida!


Auíri Tiago

terça-feira, 3 de março de 2009

uma VIAGEM de L.etras, S.opros e D.eclarações

Viver o amanhã é tarde.
A vida é agora.
Presente na ansiedade e colada nos segundos.
O resto é imagem. Alimento para o futuro.
Texto, frases, palavras, a degradação está aqui na Terra.
Desejar o paraíso é fechar os olhos e sorrir.
um passo adiante e não me encontrar mais aqui.
Voltar novamente e descobrir o que esqueci de enxergar.
Quero me derreter, sentir meus pés tocando as nuvens.
Minhas os tocando as estrelas.
E nas luzes da cidade cantar um blues em sua homenagem.
E clarear, clarear, clarear até me escafeder em luz.


Imagine abrir uma foto e poder congelar o momento
em flashes com as pessoas em preto e branco.
Pegar um pincel e colorir uma por uma, como giz na mão de criança.
Pegar o azul e pintar o céu.
De amarelo o sol.
E com o vermelho meu coração. Ou simplesmente um flor para te presentear. Como naquele momento em que a vi pela primeira vez e ofereci minhas palavras para colorir sua vida!
Pensei em apenas inspiração, pensei em bolhas e me perdi voando nas suas asas.
Começar pelos momentos mais felizes.
A felicidade é um momento diferente dos outros?
Porque não conserva lá em frascos?
Aromatizar o tempo, o tempo todo e perfumar...
Acender um cigarro e nas fumaças me perder.


Auíri Tiago
mais lúcido que nunca!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Passando a mão

Fiquei ali.
Parei aqui.
E me descobri.
Do outro lado da esquina.
Eu me escondi.
Fui te encotrar.
Me encarar frente a frente.
Olhos nos olhos.
Boca a boca.
E o que me veio a cabeça?
Um espelho.
Será que estou olhando para mim mesmo?
Não sei.
Alguém me pegava a força e por trás.
Quando percebi, era o tempo.
Ele andava me comendo.
Insatisfeito.
Reagi.
Hoje ando até com tempo no relógio.
Não me esqueço dele.
Parece até que passa a mão em mim de vez em quando!
Até gosto sabe...me faz lembrar que tudo tem seu
tempo!!
Pergunta.
Pergunto.
Presente? Passado? Futuro?
Partiu sem dizer tchau.
E me deixou no vago do infinito.
Vivo e indiferente.
Mas.
Ainda sim,
Tempo.
Interminável... distante.
Vivendo.

ps: PalavrasdeAuírieLivia

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Qualquer besteira

Foi ali mesmo na sede da vontade.
Os olhos dela brilhavam, pediam tesão.
Os meus só queria atender ao pedido.
Ainda me lembro como se fosse agora.
Eu me desabotoei, tirei as calças, fixando o olhar nela, sem medo, sem pudor.
Ela tirou a calcinha jogou pro lado e me beijou.
Me beijou com aquela boca tão pequena, todo nela me cabia.
Engolido por desejos...
Levantei o vestido e ela veio a mim.
Como luz para o escuro.
Um de frente para o outro, só nos dois e o suor.
Passamos as pernas na rede e nos deitamos.
Ela em cima de mim com as partes ofertadas.
Me mostrando como veio ao mundo.
E eu jorrado de gozo.
Eu extasiado, apalpava a penugem de seda e recomeçava.
Virei por cima já metido dentro dela.
Deliramos, navegamos, voamos, cavalgamos, saciamos?
Não.
Nunca.
jamais.
Dela não. Meu desejo por ela não tem fim.
Entesado outra vez, sempre querendo mais.
Estendi a mão para toca lá.
Quando dei por mim, estava ali sozinho, com pensamentos soltos mais uma vez......

Tem alguém ai?


Auíri Tiago