A massa é burra.
Existem dois ffs na sociedade.
Foder e furtar.
A poesia fica pra outro dia.
Que mundo é esse?
Ensinam na escola a passar o outro pra trás e depois tirar sarro por isso?
Pegar o que não é seu é sinônimo de esperteza?
Não me congele, por favor.
Meu suspiro agora é longo. Não trago rancor nem raiva.
Apenas nojo desse mundo, das pessoas que nele vivem.
Todas com a consciência blindada, achando que tudo é normal, e que se eu tenho um carro do ano, um salário gordo no fim do mês, casa no bairro luxuoso e pessoas para me bajularem que se exploda o resto.
Egoístas, isso sim. Mergulhados no próprio umbigo, e mamando nas tetas da divina justiça. Encostam a cabeça no travesseiro e dormem como se nada tivesse acontecendo.
O mundo é muito lento pra mim.
Não quero me contaminar com esses pensamentos mesquinhos que cospem todo dia na minha cara.
Vou fazer uma bolha e me trancar. Nietzsche já dizia que as pessoas quando descobrem a merda de mundo que vivem se trancam, acredito saber muito bem como ele descobriu isso.
Pessoas interessantes preferem não se contaminar com o ar.
Por isso a possibilidade de se encontrar alguém inteligente na rua cada vez é mais rara.
A bola que gira vem a muito tempo rodando. E as filas não me assustam mais. O infinito está preso no cofre em que a humanidade insite em cultuar. A água que bebo vem do poço da liberdade aprisionada por uma responsabilidade de querer mudar o mundo e não conseguir.
Indecente é ser inocente, crer na palavra de honra dessa gente, esperar uma chuva de estrelas cadentes e fazer um pedido para ser atendido. A carne é franca, honestidade demais chama atenção, e o santo desconfia. O coração de gelo do homem nunca esquenta e se o tempo é frio só serve de desculpa para jogar a culpa em mais alguém.
Diga-me meu amor, por que eles nunca estão satisfeitos?
Batem no peito e escrevem democracia com dois "ss".
Dinheiro é o Deus na terra.
E o inferno é o dia a dia.
Bem vindos ao espetáculo. Quero assistir tudo dormindo, enquanto me afagam com uma mão, me envenenam com a outra e eu fico aqui na minha bolha, até eu acordar e alguém a estourar.
Faço um elogio à desobediência e é mágico como tudo se transforma.
Não tem bonito nem feio. O que existe é MALANDRAGEM.
Boa noite